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Ainda sobre as Constelações Familiares

Cosntelações

O programa Fantástico, do último domingo, trouxe uma matéria sobre as Constelações Familiares e os benefícios que esta terapia vem trazendo para humanizar a justiça e para mediar conflitos, principalmente na Vara de Família. Na Bahia com um resultado de 90% de casos solucionados.

Quando o fantástico traz o conceito que os nossos antepassados podem influenciar a nossa vida, principalmente quando não aceitamos ou negamos parte da nossa história, muitas pessoas associam isso a questões espirituais. Já fui diversas vezes questionada se essa terapia está relacionada ao espiritismo. A resposta é não.

A terapia da Constelação Familiar  norteia-se no que Rupert Sheldrake, filósofo da natureza, chamou de Campos Morfogenéticos ou de Desenvolvimento. Estes campos, segundo Rupert, estariam dentro dos organismos, e em torno deles, e conteriam dentro de si mesmos uma hierarquia aninhada de campos dentro de campos – campos de órgãos, campos de tecidos, campos de células. Esses campos, ainda não muito compreendidos pela física, organizam a morfogênese das moléculas, e constituem os meios pelos quais os hábitos de cada espécie são formados, mantidos e herdados. É a maneira pela qual indivíduos do passado, tais como moléculas de hemoglobina, girafas, etc, influenciam os campos mórficos dos indivíduos atuais que lhes correspondem, dependendo de um processo chamado ressonância mórfica. A influência do semelhante sobre o semelhante através do espaço e do tempo. (RUPERT, Sheldrake, O Renascimento da Natureza, O Reflorescimento da ciência e de Deus. São Paulo:Cultrix, 1991).

Vamos exemplificar para ficar mais claro. Você já percebeu que em muitas famílias, ou na sua própria, certos padrões se repetem? A avó casou grávida, a filha, a neta e por aí vai? Ou que, houve uma traição na família do avô, do filho, do neto e o padrão vai se repetindo? Ou como um picapau constrói a sua casa e que isso se perpetua, sem que ninguém ensine a ele? É sobre isso que estamos falando. De eventos ocorridos com os nossos antepassados que por ressonância ecoam em nossa família. Até que a repetição do fato, não seja reparada e vista, segundo as observações de Bert Hellinger, criador da Constelação Familiar, o fato tende a se repetir por gerações e gerações, através dos campos morfogenéticos.

Como a Constelação Familiar, trabalha um tema trazido pelo cliente, e esse tema é representado por pessoas, essas pessoas, por ressonância, normalmente trazem aspectos semelhantes ao que será trabalhado no tema. Por exemplo, uma cliente que perdeu o pai muito cedo, sem saber, chama um participante para representa-la, que também perdeu o pai muito cedo e observa ali a sua própria dor, expressa por uma outra pessoa que viveu a mesma situação. Ou um outro representante que possui a mesma doença de quem estava representando.

A constelação revela fatos que o constelador (nome dado à pessoa que conduz a constelação) identifica por meio do olhar do participante, movimentos e pela qualidade da sua presença enquanto terapeuta habilitado.

No próximo artigo, nos aprofundaremos mais um pouco, para que conheçam esse instrumento que vem auxiliando milhares de pessoas em todo o mundo.

Artigo publicado em 19/05/2017 no jornal Diário de Ilhéus

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