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Os nossos vínculos sob o olhar da Constelação Familiar

Mãos, Amor, Casal, Juntos, Dedos

Aprendi com os estudos das Constelações Familiares que quando nos abrimos para a imensidão de fenômenos existentes, sem escolhas e sem julgamentos, nos esvaziamos de tantos conceitos e pré-conceitos que nos abrimos para a percepção daquilo que está oculto. Aquilo que não é posto pela lógica proveniente de premissas ou conceitos.

Para Bert em nossa consciência pessoal existem três aspectos que atuam de forma instintiva em todos os nossos relacionamentos e causam impacto em nossas vidas: o vínculo, o equilíbrio entre o dar e o receber e a necessidade de ordem. Hoje falaremos sobre o Vínculo.

É fundamental para a nossa sobrevivência o sentimento de pertencimento, independente de condições. E a nossa consciência reage a tudo o que estreite ou ameace nossos vínculos. Nos sentimos culpados, quando os nossos atos prejudicam os nossos relacionamentos ou nos sentimos livres, inocentes, quando esse atos se tornam favoráveis.

O sentimento de culpa e inocência são, basicamente, fenômenos sociais que nem sempre nos impelem para valores morais superiores. (HELLINGER, Bert. 2006). Esse sentimento de culpa e inocência nos cega para o bem e o mal.

Uma criança cujos pais são viciados, não tomará os atos ilícitos dos seus pais como bons ou ruins, pela necessidade de sobrevivência, para sentir-se integrada, amada e pertencente à família.

Quando em uma família algum membro é excluído, seja por envolvimento com drogas, por opção sexual, ou qualquer que seja o motivo, essa exclusão tende a causar uma desordem familiar. E em alguma geração, essa exclusão deverá ser reparada para que o padrão deixe de se repetir.

Por exemplo, Bert observou em seus estudos, que famílias que tinham excluído um membro por conta de vícios, em uma geração seguinte, algum membro assumiu o lugar do viciado até que isso fosse reparado. E o vício, para Bert, é uma vingança da criança contra sua mãe, pelo fato de tê-la impedido de tomar algo do pai. Por exemplo, quando uma mãe diz ao filho: você é um alcoólatra igual ao seu pai, ou o que vem do seu pai não vale nada, ela exclui o pai da vida da criança e desrespeita-o. E o filho vai se aliar ao pai. Nesse caso é importante que a mãe diga ao filho: “Eu amo o seu pai em você e estou de acordo que você se torne como ele”. Assim, o pai é respeitado no filho e ele se sente livre e sem a necessidade de tornar-se um alcoólatra para se aliar ao pai.

Ao ler isso, uma mãe não deve sentir-se culpada e nem um filho culpar a mãe, pois uma mãe faz pelo filho o que pode. Faz por amor e deve ser honrada pela vida que ofereceu ao filho. E ao tomar conhecimento desse estudo, e se assim acreditar, pode vir a fazer diferente.

Em nosso próximo artigo, falaremos sobre o movimento do dar e receber. Acompanhe!

Artigo publicado no jornal Diário de Ilhéus em 26/05/2017

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