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A necessidade de ordem

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Hoje abordaremos o último aspecto que causa impacto em nossa vida, sob o olhar da terapia da Constelação Familiar, dando continuidade aos nossos últimos artigos: a necessidade de ordem.

A necessidade de ordem diz respeito à existência de regras e convenções sociais que devem ser honradas e respeitadas. São essas ordens que direcionam o nosso comportamento dentro de um grupo, define os nossos papéis ou funções e normalmente nos sentimos culpados ao violá-las.

Aqueles que aceitam as convenções passam a pertencer ao grupo e aqueles que quebram as regras se excluem ou são excluídos, gerando uma desordem e trazendo sérias consequências para o sistema familiar ou organizacional.

A natureza revela isso claramente. Os gansos voam em formato de “V” e à medida que cada ave bate as suas asas cria um campo de sustentação para a ave seguinte. E sempre que um ganso tenta sair da ordem pra voar só, sente a resistência do grupo e a pressão do ar sendo convidado a retomar a ordem.

É importante compreender que, na visão das Constelações Familiares, a ordem não pode ser substituída pelo amor. Ou seja, a ordem precede o amor. O amor é uma parte da ordem. Quem chegou primeiro ou aquilo que existiu primeiro em um sistema, sempre tem precedência sobre quem ou o que veio depois. Por exemplo, um filho primogênito tem precedência sobre o segundo filho; a relação entre o pai e a mãe tem precedência sobre a relação entre pais e filhos; o parceiro ou os filhos do primeiro casamento tem precedência sobre os atuais. Sem que isso tenha alguma relação com o amor.

Percebemos que, muitas vezes, os casais invertem a ordem com a chegada dos filhos. Passam a dar mais atenção aos filhos do que aos seus parceiros e a relação vai esmorecendo criando um desequilíbrio.

Em uma organização, quando um novo chefe, que antes não fazia parte do grupo, é colocado à frente do grupo, causa desconfortos em quem já estava na organização.  E precisa dirigir o grupo como se fosse o último, entendendo a sua função como prestador de serviço a esse grupo. Se souber como fazê-lo terá sucesso e manterá a sua posição.

Aos filhos não cabe tomar conhecimento do que pertence à relação dos pais. Por exemplo, se um filho pergunta ao pai porque se separou da mãe, é importante que o pai diga a ele: “Isso diz respeito à  mim e a sua mãe. Nós continuamos sendo os seus pais e lhe amamos.”

Assim como não diz respeito a terceiros a relação do casal. Segundo Bert, aquele que revela a sua intimidade a terceiros, provoca uma quebra de confiança e um rompimento da sua relação.

Existe uma hierarquia de precedência dentro do sistema e entre os sistemas. Sendo que nesse último caso essa hierarquia é invertida. Ou seja, o sistema novo precede o antigo. Sendo assim, a família atual tem precedência sobre a família de origem.

Para entender melhor: quando em uma família, um filho casa e ainda estabelece um vínculo de dependência com a mãe ou o pai, terá dificuldade em sustentar a sua relação, pois está dando prioridade ao sistema de origem e não ao atual. É preciso que honre a relação com os seus pais, e dentro do seus sistema atual crie uma nova dinâmica para o  funcionamento do seu sistema familiar atual.

No próximo artigo, continuaremos abordando temas sob o olhar da Constelação Familiar. Até lá!

Artigo publicado no Diário de Ilhéus em 9/06/2017

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