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Continuando: O poder das nossas crenças

Tristez
No artigo anterior, falei que somos seres duais, na verdade, somos UNO. Contemos o todo e tudo dentro de nós. Somos fortes e somos fracos, temos medo e temos a coragem, assim como vários outros aspectos que dizem respeito à história da Humanidade.

Quando uma criança, entre 0 a 6 anos recebe “mandatos”, seja no contexto familiar, na escola ou em grupo de amigos, vivenciando ou ouvindo, procura se comportar de forma a ser aceita nesses contextos. Assim, inicia um processo de distanciamento de si, deixando de ser quem ela gostaria de ser para atender expectativas das pessoas com as quais convive. Dessa forma se inicia um conflito entre o que sou e o que não sou.

E o que você pensa que uma criança faz para sair dessa situação e continuar sendo aceita em seus grupos de convivência? Dissimula. Cria uma autoimagem idealizada que satisfaça a vários contextos de forma que “fique bem com todos”. E essa autoimagem idealizada se manifesta das mais diversas formas, como sendo bonzinho, não sentindo raiva, obedecendo, compreendendo, ou seja, atendendo todas as expectativas sempre.

E quanto mais reforçamos essa autoimagem idealizada, mais nos decepcionamos com a vida, quando estivermos em situações em que formos convidados para retirar a “máscara”.

Essas pressões, tomadas como algo natural, pois hoje a nossa Sociedade caminha na marcha “automática”, geram atitudes impulsivas e compulsivas, impossibilitando que se viva o aqui e agora e a autoaceitação. A exigência da perfeição induz à criança a simulação, à vergonha, ao medo de expor e ser rejeitada ou a disfarçar um medo existente, gerando tensões e esforço para manter uma situação irreal, ansiedade e culpa.

Esse conflito gera um desconforto imenso. Já pensou o que significa brigar internamente com você? Se autoflagelar e se sentir incapaz? E o que tudo isso pode causar?

Estudos demonstram que a nossa “mente” está distribuída em moléculas sinalizadoras presentes no corpo todo. O que nos leva a concluir que esses conflitos alteram o equilíbrio do nosso organismo, chamado Homeostase, gerando doenças.

Os conflitos internos geram conflitos externos e vice e versa. O nosso corpo sente e os nossos músculos enfraquecem, e todas essas tensões precisam ser descarregadas do nosso sistema nervoso. Para evitarmos sobrecarregá-lo, é importante atendermos aos nossos desejos internos, sentir o pedido do nosso coração e do nosso corpo para que a paz se estabeleça em nós.

A partir do momento em que tenhamos compaixão por nós seremos capazes de compreender o outro e expandir essa compaixão para todos.

Artigo publicado no jornal Diário de Ilhéus em 04/08/2017.

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