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A doença que cura

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Estava pensando sobre a doença e me veio intuitivamente essa frase: a doença que cura. E fiquei a pensar….que coisa mais louca. Qual doença que cura?

E refletindo melhor comecei a aceitar esse olhar entendendo que se o corpo adoece é porque a nossa Alma deve estar nos pedindo algum reparo. E, então, algo precisa ser visto. É a nossa Sombra que se manifesta por meio do sintoma da doença. E se há Sombra, sem sombra de dúvida há Luz! E quando a luz é muito forte e ofusca os nossos olhos, nos recusamos a olhar para o que precisamos ver. Assim, penso que, ou a doença se instala ou depois a Sombra vem maior como um fantasma que aparece do nada. Então, a doença é um convite para olharmos para algum aspecto nosso que precisa ser transformado.

Segundo Thorwald Dethlefsen e Rúdiger Dahlke no livro A doença como caminho, a doença tem um propósito e uma finalidade. E se interrogarmos cada sintoma em profundidade podemos averiguar qual o seu propósito e qual a informação que possui, e ficaremos então a saber quais os passos a tomar em cada momento. Segundo eles, cada sintoma tem o seu significado e cabe unicamente a cada um buscar a resposta.

Sempre acreditei que a doença, ao contrário do que muitos pensam, não se apresenta para nos destruir, e sim para nos alertar e sinalizar por meio do nosso corpo que algo precisa ser alterado. E no processo de viver a doença, acolhendo-a de forma positiva, é que vem a compreensão para que o processo de cura se inicie.

E esse também é um ponto que quero trazer. O processo de cura, para mim, nem sempre se dá com a vida. Confuso isso? A trajetória do nosso espírito é atemporal, no meu livre pensar. Então a morte pode ser um processo de cura para a Alma que se liberta e segue o seu caminho.

Thorwald Dethlefsen e Rúdiger Dahlke ensina que para compreendermos uma doença é preciso desenvolver uma escuta interna bem acurada e prestar a atenção no momento em que a doença se manifestou. Certa feita eu me deparei, “do nada” com uma tendinite no braço esquerdo. Como sou avessa ao uso de medicamentos tradicionais, principalmente os antis, antidepressivo, antibiótico, antinflamatório, anticoncepcional, resolvi escutar meu corpo e compreender o que aquela dor no braço direito estava me sinalizando. Depois de muita escuta, argila no braço com chá de cravo, encontrei a resposta. Naquele momento, eu me encontrava literalmente em uma briga de braço com um homem. E fiquei a me perguntar para que aquilo me servia? O que ganhava e o que perdia. E uma série de perguntas surgiu. E uma série de respostas também. O fato é que, quando encontrei a resposta e pude agir de forma mais suave, me curei da tal da tendinite.

Sei que para muitos leitores, esse meu relato soa como insano. E posso compreender, acolher e respeitar qualquer forma de se expressar e entendo que todo caminho é uma escolha, inclusive a doença.
E a doença pode ser um caminho. Um caminho que cura!

Artigo publicado no Jornal Diário de Ilhéus em 17/11/2017 e no blog do Thame em 26/05/2018.

Eulina Lavigne é mãe de três filhos, Administradora, Terapeuta e Palestrante com formação em Constelação familiar pelo Hellinger-Institut Landshut (Alemanha), especialista em Trauma pelo Instituto Junguiano da Bahia. Formada em Experiência Somática e membro da Associação Brasileira de Trauma. Email: eulinaterapeuta@gmail.com | site: http://www.eulinaterapeuta.com
WhatzApp:71-99979-3433 Tel:73-99129-3439

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