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O Natal e As Ordens da Ajuda

Bert Hellinger em seu livro As ordens de ajuda ensina que ajudar é uma arte e requer sensibilidade para compreendermos aquele que procura ajuda. E isto é de fundamental importância para mantermos uma das ordens do amor que é o equilíbrio entre o dar e o receber.

Vivemos porque somos codependentes de tantas outras pessoas, em todos os aspectos, e esta clareza é que nos permite crescer enquanto seres humanos. Recebemos e precisamos oferecer ajuda a todos que fazem parte deste planeta para não sucumbirmos.

O natal é uma data onde comemoramos o nascimento de Jesus, que veio para nos ensinar o ato de Amar. De dar para receber. De cuidar para ser cuidado. De ouvir para ser escutado.  Tudo isto com equilíbrio.

No natal celebramos o amor já que esta foi o maior propósito de Jesus quando chegou à terra. E este amor, que devia ser exercitado todos os dias do ano, toma uma maior dimensão quando lembramos e comemoramos o nascimento de Jesus.

Quem trabalha com a terapia da Constelação Familiar, compreende que existem cinco ordens de ajuda e vale a pena aqui lembrar que, para que estas sejam praticadas é preciso que haja harmonia no movimento do dar e do receber.

primeira ordem consiste em dar apenas o que podemos e receber aquilo que necessitamos. A segunda ordem é aceitar as circunstâncias e só interferirmos no momento em que formos solicitados. Esta ajuda precisa ser discreta para ganhar força. A terceira que esta ajuda deve ser madura. Devemos nos colocar no nosso lugar evitando tomar o lugar dos pais da outra pessoa, ou nos colocarmos no lugar de uma criança que reivindica dos pais atenção. A quarta ordem é que esta ajuda deve ser mais sistêmica e menos pessoal. Ao olharmos para o outro devemos compreender que ele faz parte de uma família e que neste contexto existiram pessoas que foram excluídas porque alguém se envergonhou delas. E finalmente a quinta ordem é dar amor ao próximo por ele ser quem ele é, da forma que é sem julgamentos e sem nenhuma indignação moral.

Neste natal, dê aquilo que você pode dar, independente de valor, cuide para que o outro receba aquilo que ele de fato necessita. Não necessariamente precisa ser algo material. Pode ser uma simples ação.

Aceite as circunstâncias em que o outro se encontra e interfira no momento em que a ajuda for aceita.

A outra pessoa é a outra pessoa e mesmo que ela não tenha mais o suporte materno ou paterno,ou porque é criança e perdeu os pais, ou porque já é uma adulta, ajude-a com a clareza de que você não é os pais dela e ela não é o seu filho ou filha.  Isto pode lhe parecer duro a primeira vista e no entanto é preciso que isto seja respeitado com amor. Se de fato for seu filho ou filha, saiba que os pais sempre dão mais do que recebem dos filhos. Evite exigir deles mais do que eles podem lhe dar.

Quando olhar para o outro,compreenda que ele faz parte de um sistema familiar e como tal existem muitas informações que você desconhece. Sendo assim evite julgamentos.

Olhar para o outro com olhar amoroso também é dar limites. Também é dizer não à exigências que não podemos arcar. Esse amor natalino precisa se estender para além de dezembro. O ano tem doze meses e tendemos a potencializar esta ação fraternal nesta época.

Perdemos o senso fraternal e nos enfronhamos no material de tal forma, que muitos perderam o  senso do significado real desta data. E cada ano que passa estamos sendo convidados a rever isto. Eu, particularmente me retirei do cenário dos presentes e cada vez mais busco o movimento da confraternização. Da alegria de estarmos juntos comemorando a chegada do amor!

Então é Natal, e o que você fez? O ano termina, e nasce outra vez.
Então é Natal, a festa Cristã, do velho e do novo, do amor como um todo
… Então é Natal, pro enfermo e pro são, pro rico e pro pobre, num só coração.Então bom Natal, pro branco e pro negro, amarelo e vermelho, pra paz afinal…

Artigo publicado no jornal Diário de Ilhéus em 14/12/2018

3 comentários

  1. Tudo pertinente.O ato da Solidariedade e da Ajuda Mútua emoldura esse Espírito de Amor ao Próximo,que infelizmente só se aguça mais no Período de Natal.Eulina querida,as suas postagens são sempre Benvindas.Se não as respondo com o imediatismo que tanto merece,é porque às vezes me falta o texto que se coadune à notoriedade do assunto focalizado.Mas ressalto que me enriqueço com a sua cultura e a sua inteligência.Sempre atento ao que me manda.Quero está Unplugged com o que escreve.Obrigado Sempre!! (HC-Maia,Médico e Cronista Amador.

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