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Confiar!

A palavra confiança vem do latim: com fides, com fé! Você sabia?

Falei em artigo recente sobre a fé e hoje quero incluir a confiança!

Gosto de brincar com as palavras. Se eu  confio, eu fio com. Fio junto, e qualquer desvio na costura a agulha pode machucar e então há um desalinho. Eu dou fiança. Eu garanto, pode confiar.

Se eu confio eu tenho fé de que tudo está certo da forma que for.

Eu costumo me relacionar com as pessoas com “os dois pés na frente”, o que  simbolicamente significa um sinal de confiança e, se percebo algo desalinhado durante a trajetória ponho um pé atrás, questiono e decido: ou vou para trás ou de novo ponho os pés na frente. No balanço é que não dá. Logo vem a tontice e o enjôo. rs

Uma relação só se sustenta com confiança, seja ela de trabalho, afetiva ou entre amigos. E digo sempre, se alguém desconfia de você é porque você, provavelmente, fez algo para que ela desconfiasse.

Na minha casa tudo é aberto. Não tenho cofre e nem tranco os meus armários, mesmo porque nada disso adianta quando um ladrão está disposto a lhe roubar.

Dizem que para confiar é um longo caminho e para se perder a confiança é num sopro. E ainda assim, acredito na capacidade de transformação das pessoas  e isso me faz, de novo, acreditar.

Meu pai era uma pessoa desapegada das coisas materiais. Ele morava aqui, na zona rural,  e quando ia para a cidade deixava o carro completamente aberto. Quando eu o questionava sobre isto ele me respondia: filha, ladrão não vai roubar um carro aberto, pois pensa que o dono está por perto. Era uma crença dele e, graças a Deus, nunca foi roubado. A época agora é outra.

A confiança está relacionada a nossa capacidade de entrega. O quanto você se entrega? Se se entregar pela metade receberá meio, pois o outro percebe e, normalmente, não se entrega. Se você se entrega dentro da sua verdade e integridade o outro também percebe e vai escolher como quer se relacionar. O ruim é quando se faz um jogo, então a possibilidade do ganha/perde é alta.

Quando a gente confia, e deixa ser o que é, vivemos a realidade tal qual precisa ser e apreender com o ocorrido. E apreender vai além do aprender simplesmente. Quando eu apreendo algo, eu incorporo. Dou uma dimensão mais profunda, pois o meu corpo vai junto com as minhas células.

Se eu brinco de faz de conta que eu acredito, para enganar o outro, eu engano a mim e amplio a possibilidade dos maus resultados serem obtidos.

É a confiança que tenho em mim, que vai influenciar na qualidade da minha presença. Se eu não confio em mim o que me faz acreditar que o outro confiará? Já parou para pensar?

Quando eu busco compreender mais de mim, por meio de processos de autoconhecimento, cada vez mais me sinto segura e confiante.

Portanto, lhe convido a confiar!

Artigo publicado no jornal Diário de Ilhéus em 13/12/2019 e no blog do Thame em http://www.blogdothame.blog.br/v1/2019/12/14/confianca/#more-97717

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