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O Convite

Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua. …Quero saber se você consegue conviver com a dor, a minha ou a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la ou remediá-la.

Quero saber se você consegue viver com o fracasso, o seu o meu, e ainda assim pôr-se de pé na beira do lago e gritar para o reflexo prateado da lua cheia: “Sim!”

Não me interessa saber quem você conhece ou como chegou aqui. Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.

Não me interessa onde, o que ou com quem estudou. Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo, quando tudo mais desmorona.

Estes são trechos do livro  O Convite, de Oriah Mountain Dreamer, que instiga a pensar sobre o sentido da vida. E, neste momento, tão desafiador pelo qual o planeta está passando estamos sendo convidados a pensar exatamente sobre isto, a nossa existência.

E, diante dos fatos, do poder da mídia e do que a maioria das pessoas pensam, estamos sendo levados a acreditar que um vírus é capaz de nos matar simplesmente porque existe.

Qual o sentido da nossa existência? É muito bom parar e se sentir, por um tempo, impotente diante de um vírus, simplesmente para refletir sobre isto. Para que mesmo eu existo? Que poder tenho eu diante de mim mesmo? O quanto eu acredito em mim? O quanto tenho me preocupado com o outro que está ao meu lado e distante de mim?

Acredito que estamos aqui para sermos melhores! Melhores do que nós a cada dia que passa. Estamos aqui para examinarmos, sermos observadores de nós mesmos. Estamos aqui para sermos capazes de acreditar em nós. Que somos nós que temos a capacidade de alterar os fatos. Não um vírus.

No entanto, o vírus, faz com que cada um de nós perceba  o quanto somos vulneráveis e frágeis. O quanto somos passageiros da vida. Faz, também, com que percebamos que somos nós, por meio dos nossos pensamentos e atitudes que temos a capacidade de criar a nossa realidade a partir do que acreditamos. E não um vírus.

E não sou eu quem estou dizendo isto. A ciência comprova isto por meio da  regra básica da Física Quântica: o observador estabelece a realidade.

Acontece que duvidamos disso. E quando duvidamos somos tomados exatamente pela incerteza e pelo medo. Aí já era.

Não estou aqui fazendo apologia a ignorar a realidade. Estou aqui lhe convidando a olhar os fatos com um olhar diferenciado. Com um olhar de que a ciência evoluiu e nos mostra caminhos que precisamos acreditar mediante a realidade que vivemos. 

Ouço um representante do Estado solicitar que cada um pense como se fosse se infectar pelo vírus, quando devemos pensar ao contrário. Ele deveria dizer: somos capazes de lidar com o vírus a partir da mudança de hábitos, a partir do seu cuidado consigo e com o outro.  E a que ponto chegamos!

Estou lhe convidando a refletir sobre a vida. A sua, a minha, a nossa. 

 O que me leva a ter medo de um vírus é a certeza que me alimento inadequadamente, que vivo uma vida sustentada pelo stress, que fumo demais, ou bebo demais, que durmo pouco, me alimento de agrotóxico, que tomo muitos remédios, que desrespeito a natureza, que na realidade me sinto frágil diante da vida. E esta sensação de fragilidade faz com que as pessoas se preservem, e é o certo.

E o que fazer diante disto? Precisamos refletir que este é um ponto que precisa ser alterado. Precisamos pensar na nossa qualidade de vida,  saúde física, financeira, emocional e espiritual. Precisamos honrar a Mãe Terra!

Bruce Lipton e Steve Bhaerman em seu livro Evolução Espontânea, relatam vários casos que confirmam que o poder está em nós. Relatam o caso de Angela Cavallo que em 1964 levantou e segurou um veículo Chevrolet por quase 5 minutos para salvar o seu filho; um trabalhador que levantou um helicóptero de 1.300 kg que caiu e deixou preso um dos seus colegas; o caso de um homem que em 1884, tomou água contaminada com cólera. Pessoas que andam sobre o carvão em brasa e não queimam os pés. E o que isto significa?

Significa que,  quem controla a nossa vida é a nossa mente. Só nós temos o poder de mudar revendo as nossas crenças. Que nós somos os donos do nosso destino. Se eu acredito que algo pode me destruir isto será um fato. E acredito que vai me destruir exatamente porque me sinto fragilizado diante da forma que escolhi viver.

A outra questão que toda esta situação nos convida a refletir é que preciso compreender que não estou e nem vivo só. Primeiro, porque não estarei só nunca pois, tenho trilhões de células pensantes e inteligentes. Segundo, que além de mim existe o outro que pode ser o meu pai, a minha mãe, o meu filho, filha, amigos, vizinhos, desconhecidos  que precisam e dependem de mim. Pois somos uma rede em conexão.

Há pouco ouvi um depoimento de alguém que não percebia os seus negócios afetados pelo vírus pois, optou por trabalhar em casa, onde seus negócios são realizados de forma virtual. Por mais que eu tenha uma reserva financeira, se esta situação permanece por 6 meses será um verdadeiro caos, independente do meu trabalho ser virtual ou presencial. Para que eu venda e tenha recursos é preciso que alguém compre. E mesmo aqueles assalariados podem vir a ter problemas se as instituições em que trabalham não gerarem receitas para efetuarem os seus pagamentos.  E se ninguém vende, ninguém compra. Será um efeito dominó.

Espero que tudo passe rápido, que o nosso aprendizado aconteça. Que cada um sinta o que realmente importa. Tomara que todos aprendam a ser solidários e que não há ninguém melhor do que ninguém e sim pessoas que tiveram oportunidades diferenciadas. Espero que as crenças sejam revistas e valores egóicos sejam descartados e outros construídos.

Estamos sendo convidados a ficar em casa e entrar dentro de nós para desatar o nosso eu e pensar em Nós. 

Artigo publicado no jornal Diário de Ihéus em 20/3/2020 escrito por Eulina M. Lavigne.

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