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Como lidar com as emoções em época de desafios!

Antes de falar um pouco sobre o assunto é necessário diferenciarmos a emoção do sentimento, pois muitos entendem como algo similar.

A emoção está associada a uma ação corporal que acontece dentro do corpo, nos músculos, vísceras, etc, está relacionada, portanto, a um comportamento. O sentimento está associado a um processo mental sobre o que está acontecendo no nosso corpo. Portanto, a emoção é uma ação corporal que pode ser vista diferentemente do sentimento e são elas que podem revelar se falo a verdade ou não sobre o que estou vivenciando.

Por exemplo, se o meu corpo treme ou se  encolhe posso estar sentindo medo ou vergonha. Se as minhas mãos ficam enrijecidas e fechadas sinto raiva. Se a minha respiração fica ofegante posso me sentir ansiosa. Então, é o corpo que expressa uma emoção que é traduzida pela mente em um sentimento, e muitas vezes o corpo vivencia algo e negamos. Meu corpo pode revelar tremores e posso lhe dizer que estou com coragem para fazer algo, e isto indicar que existe um discurso desalinhado com o que expresso.

E como lidar com as nossas emoções diante do evento do Coronavirus?

Para responder a esta pergunta é importante antes,  refletirmos sobre qual a função do coronavirus para a humanidade, pois no meu entendimento, todos os acontecimentos que se apresentam em nossas vidas, trazem aprendizados e penso que é nisto que devemos focar neste momento.

Falando como uma especialista em traumas, a Terra, a casa onde moramos, estava sendo extremamente ativada e sobrecarregada de emoções por conta desse ritmo louco que nos impomos, sem tempo para vivenciarmos com mais profundidade as nossas relações, sem tempo para inclusive, desenvolvermos um autocuidado, com a nossa alimentação, com o nosso corpo, saúde mental e com a mãe natureza. A Terra não estava suportando mais.

Do ponto de vista fisiológico, o mundo estava ativando profundamente o seu Sistema Nervoso Autônomo Simpático (que é aquele que nos sacode, que nos chama para a vida, para fazer e acontecer), fazendo mil coisas ao mesmo tempo, com pouco tempo para relaxar e entrando em total desequilíbrio, rompendo os limites da nossa capacidade de resistir, a qual chamamos de resiliência. Quando isto acontece provocamos uma divisão do corpo, da mente e do sistema nervoso provocando uma dissociação, ou seja, eu perco o contato com o meu mais profundo ser. Vou perdendo a noção do que estou fazendo e como isto reverbera em mim e no outro.

E de novo, do ponto de vista fisiológico, estamos sendo convidados a acessar o nosso Sistema Nervoso Autônomo Parasimpático, especificamente o vago ventral, que é aquele que nos convida a relaxar, fazer as coisas no seu tempo, por as coisas no seu devido lugar. Por que, conforme falei em meu artigo retrasado, estamos sendo convidados a entrar em contato com o nosso mais profundo Eu.

A solução encontrada foi parar a todos. Parar o planeta Terra. É a Terra dizendo para cada um de nós, chega!

Como nós somos seres relacionais, que vivemos em grupos, necessitamos pertencer e de aprovação, neste momento, estamos com medo,  com a nossa sobrevivência ameaçada,  pois estamos de algum modo sendo “obrigados”, por uma situação real, a ficarmos em casa. Nos sentimos imobilizados, incapacitados, paralisados, sem saber o que fazer.

E o que fazer diante desta situação? E agora José?

A primeira coisa é aceitar e respeitar a realidade como ela é, por mais dura e ameaçadora que seja, e compreender que esta é uma situação que deixa de pertencer ao indivíduo, ao seu bairro,  sua cidade,  seu Estado, seu país e passa a ser do Planeta. Portanto, estamos juntos embora separados.

A segunda, é compreender que existem três formas de regular o nosso sistema emocional. A primeira é por meio do Sistema Nervoso Autônomo, buscando o equilíbrio entre a ação e a pausa; segundo por meio do sistema endócrino, que é o responsável pelo nosso sistema hormonal, e isto pode ser feito por meio da nossa alimentação, de medicamentos, etc e a terceira é por meio do corpo.

O que você pode fazer? O primeiro conselho é fazer da meditação um hábito. Assim como você escova os dentes, todos os dias, de preferência ao acordar meditar. A meditação acalma a mente e reconecta o nosso corpo físico, emocional e mental à nossa Alma. E assim, nos reconectamos com o divino que há em cada um de nós.

A terceira é evitar os noticiários, pois a mídia, da forma que está hoje, é um grande desregulador do nosso sistema nervoso, com notícias contraditórias e ativadoras do medo e pânico. Traumatiza e retraumatiza.

Evitar também as conversas em excesso sobre os coronavirus, se limitando a entender como deve proceder para se manter protegido e aos outros também.

Lhe aconselho a fazer exercícios e lhe convido a parar um pouco e entrar em contato com você, colocando os seus pés no chão, ou sentado ou em pé e sentindo o seu corpo, o peso dele, da sua cabeça, do seu pescoço, dos seus braços. Lhe convido a estar com você e respirar profundamente e se perceber. Perceber o que você precisa alterar na sua relação com você, com a sua família, com os seus amigos.

Lhe convido a ler um bom livro, a assistir um bom filme a ouvir uma boa música.

Se vier a ansiedade, sugiro encher uma bolsa de gelo e colocar a três dedos abaixo do seu umbigo, pois é um dos principais pontos de equilíbrio do corpo.

Se sentir depressão, vá no chuveiro e deixe a água fria bater na sua nuca por 20 minutos.

Em qualquer das situações acima e se sentindo sozinho, faça um skype, zoom, hangout, converse pelo telefone, ou whatsapp, enfim, recursos temos demais, com pessoas que confie, que inclua os seus sentimentos e que lhe dê conforto. Afinal você está separado e junto pois pode acionar as suas redes sociais. Elas estão aí a nosso favor.

Evite televisão no quarto e o seu uso como recurso para dormir. Durma bem, de preferência em um quarto escuro, isto vai estimular o seu cérebro na produção da melatonina, hormônio que estímula o sono. Troque a televisão por um som tranquilo. Use a aromaterapia a seu favor. Um oléo de camomila é uma boa opção.

Faça visualizações criativas. Se gosta de mar e neste momento está impedido de frequentá-lo, ponha um som de mar e se veja caminhando na praia com a brisa do mar.

Vizualize o virus e diga para ele: eu te vejo, te acolho e te respeito.

Estamos sendo convidados a sermos pessoas melhores; a construirmos, juntos, um mundo melhor, a percebermos que não somos os únicos. Somos muitos, na mesma situação.

Estamos sendo convidados a perceber, que a partir de agora o mundo vai trazer mil possibilidades que negávamos. Por exemplo, a inteligência artificial já estará funcionando a nosso favor. O governo vai colocar um robô para ligar para as nossas casas para verificar se temos sintomas relacionados ao vírus ou não. Se sim,  vai lhe transferir para um profissional que vai lhe orientar.

Já estamos assistindo os médicos fazerem atendimentos on-line. E em breve veremos cirurgias feitas de casa, com os médicos manuseando equipamentos ligados a um hospital. Esta será a realidade que julgávamos impossível.

A vida está nos dizendo que neste momento, não há rico, não há pobre, não há preto e nem branco, não há homo e nem heteroxessual, não há doutor e nem analfabeto mesmo o funcional. Estamos todos no mesmo barco. E cada um, no mesmo barco, precisa ser respeitado e reconhecido do jeito que é.

Se você  e eu não tivemos tempo de parar para olhar suavemente para dentro e depois para fora, agora vamos ter tempo o suficiente. E se não fizermos isto agora, talvez este tempo se prolongue ou não teremos mais chances para fazer isto.

E tudo isto precisa ser feito com Amor. A hora é agora.

Eulina Menezes Lavigne é mãe de três filhos, escritora, poetisa, administradora, empreendedora social, agricultora orgânica, terapeuta clínica, consteladora familiar há 16 anos, trabalha com trauma utilizando a técnica, naturalista e psicobiológica, SE – Experiência Somática.

Para entrar em contato clique no link:

http://bit.ly/WhatsEulina

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