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Deus me “Live”

Live significa estar vivo. Esta é a primeira iniciação da humanidade, chamada renascimento. E este é o convite real. O convite foi para ficar em casa. Para quê? No meu entendimento para pararmos e repensarmos muitas coisas. Como estamos nos relacionando conosco, com o outro, com a nossa família, nossos hábitos de consumo, alimentares,  nosso negócio, abordagem diante dos nossos clientes, enfim, uma série de reflexões.

E estou a me perguntar: será que estamos mesmo parando para refletir sobre estas questões ou saímos enlouquecidos para as redes sociais como a pedir socorro? Será que apenas mudamos a plataforma? Saímos do real para o virtual e tudo continua como era antes?

Ahhh, como era antes sei que não será! Mesmo por que a sacudida foi grande e envolveu o planeta inteiro. No entanto, observo e entendo como natural este processo de libertação, embora estejamos confinados.

Eu particularmente, já vivia em quarentena quando optei viver na zona rural,  viver perto da natureza, com menos consumo, menos lixo e também com grandes desafios como estrada ruim, falta de luz, queda de internet, distanciamento de familia e amigos etc.

E o que está acontecendo?

O que percebo é que para muitos nada mudou, ainda.  A correria continua, para fazer lives mil, para se dizer o que precisa fazer, como deve fazer, quem deve contatar. Uma sedução para novamente voltarmos aos velhos hábitos. Percebo que quem estava desequilibrado, ou muito stressado, se deixar de ficar atento a si pode colapsar, entrar em pânico, elevar a tensão, enfim, desenvolver uma  série de comorbidades.

Então, precisamos ter cuidado e pensar no que desejamos focar. Identificar qual será a  direção a tomar. O que de fato me interessa? Abrir mão do materialismo excessivo. Pensar em qual o meu propósito de vida. Definido isto fazer escolhas sobre temas relevantes ao seu negócio ou sua forma de viver.

Além das contagens de mortos, pela mídia e em alguns grupos de whatsApp, a quantidade de informações que estamos recebendo, diariamente, é estupida. Pior do que quando estávamos fora de casa.

Se acalme, respire, estabeleça uma rotina para você e deixe claro que caminho quer seguir para evitar perdas. Embora tenhamos todo o tempo do mundo ele é precioso.  

O movimento em direção à libertação implica em revolta, negação, para então chegarmos a uma compreensão. Estamos assistindo muitos revoltados, outros negando o que está acontecendo e outros começando a compreender. Quando o grau de compreensão sair do pessoal para ir para global, incluindo outras dimensões, aí então estaremos livres.

Caso contrário, permaneceremos em casa, ou sairemos para voltar novamente. Tudo ainda é muito novo para termos a certeza do que de fato irá nos acontecer.

Espero, sinceramente, que as nossas fichas caiam, que a compaixão seja despertada, o coletivo instaurado e Deus me livre que a lição precise ser repetida de forma mais dura.

Sugiro que convide você para fazer uma live, com você e busque perceber o quê que a partir de agora precisa ser diferente!

Artigo publicado no jornal Diário de Ilhéus em 30 de abril de 2020.

Eulina é administradora, agricultora e terapeuta clínica há 17 anos, consteladora familiar há 16 anos e especialista em trauma.


	

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