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O que fazer quando o medo vier te visitar?

Será que quando você era bebezinho, você tinha medo de cobra? De sapo? De aranha? Será que um bebê é capaz de pegar uma cobra e abraça-la? Ou pegar um sapo na mão e sentir alegria?

A resposta é sim. Então, se a resposta é sim, significa que o medo é adquirido. Ele é um produto da nossa evolução. Sendo assim aprendemos a ter medo e se aprendemos podemos desaprender.

Paul Ekman Ph.D., psicólogo e estudioso das expressões emocionais chegou a conclusão que o  medo é uma resposta  as nossas expectativas negativas. Existe um fato e acreditamos que diante desse fato algo negativo irá acontecer.

É o que estamos vivenciando hoje com a presença ainda do coronavirus, pois é algo invisível e que foge ao nosso controle, e que alterou de forma potencializada a nossa forma de viver.

Sentimos medo quando vivenciamos algo que temos registro de que poderá ameaçar a nossa sobrevivência. Então, é como se um gatilho interno fosse acionado e lhe deixasse em estado de alerta constante.

Agora imagine você, lidar com algo invisível? Que você não sabe onde está e que você sente-se ameaçado a todo momento? Algo que alterou o seu estilo de vida, a sua forma de trabalhar e ter que lidar com todos esses desafios que o coronavirus trouxe para as nossas vidas?

Fisiologicamente falando, pode ser devastador se você deixar de tomar medidas que possam lhe trazer mais conforto e segurança.

Quando sentimos medo, o nosso sistema nervoso autônomo, denominado simpático, é imediatamente acionado, como um sistema de defesa. Em contraponto temos o sistema nervoso parassimpático, especificamente o vago ventral, que pode nos proporcionar estados de relaxamento.

A sugestão  é tentar minimizar os impactos destes eventos sobre você. E como isto pode ser feito?

Primeiro, é muito importante o entendimento do que acontece com o seu corpo antes do medo chegar.

As nossas emoções são processadas, especificamente, em uma área do nosso cérebro denominada Sistema Limbico. Dentro deste sistema existe uma estrutura chamada ínsula, do tamanho de uma ameixa seca, que funciona como um scanner e que vai identificar os marcadores somáticos conforme o que está sendo vivenciado.

O que isto significa? Significa que é a insula é o órgão que vai identificar o que está acontecendo com o seu corpo. Se você está vivenciando uma situação de medo, o cérebro por meio de suas funções neurofisiologicas relacionadas a essa emoção, irá estimular a produção de neurotransmissores cujo principal é adrenalina, além de hormônios como o cortisol, no sangue, o que vai provocar um aumento da pressão sanguínea,e provocar uma desregulação do seu sistema nervoso.

E o que fazer então?

A primeira coisa que deve fazer é reconhecer que está com medo. Quando olhamos para o medo e falamos internamente “eu te vejo” ganhamos força. Assuma que está com medo. Este é o primeiro passo, o reconhecimento.

O segundo passo, é identificar no seu corpo onde está este medo e levar a sua atenção para este lugar, e se perguntar: estou com medo de quê? De morrer? De perder algum ente familiar? De estar só? De não me sustentar com essa nova forma de trabalhar? Permaneça um tempo aí observando o medo neste lugar.

O terceiro passo é identificar recursos que possam lhe trazer conforto e que acionem o seu sistema nervoso parassimpático. Lembra?

Faça algumas respirações profundas; quando sair se proteja usando máscaras quando necessário e levando o álcool gel; pratique meditações diariamente; yoga, tai-chi, escolha músicas que lhe tranquilizem. Você vai perceber o quanto tudo isto vai lhe ajudar a lidar melhor com as situações desafiantes.

Se nada disso resolver, procure a ajuda de um profissional especialista na regulação do sistema nervoso.

Tenha a consciência que o medo é uma criação da nossa mente para nos paralisar. Sabendo disso, lembre-se de olhar para ele e dizer: eu lhe vejo, deixo você onde está e sigo com a minha coragem.

Precisa de auxílio para reencontrar o seu equilíbrio? Posso te ajudar.

Vamos conversar?

Eulina Lavigne é mãe de três filhos, escritora, terapeuta clínica, consteladora há 16 anos, especialista em trauma com a técnica da Experiência Somática.

Para entrar em contato clique no link:

http://bit.ly/WhatsEulina

2 comentários

  1. Eulina,(É Fera!!).Há pouco nos deixou o mestre Ãngelo Machado,uma grande Luz no Campo da Neurologia e da Neuroanatomia.Concordo em Tese no que tange ao “Olhar Pro Medo” e dizer:”Estou Lhe Vendo..Eu Já Lhe Conheço!” Claro.Dá a tranquilidade porque sobretuo O Medo é o ato de ter que enfrentar aquilo que ainda não tínhamos vivenciado.No Fórum Ruy Barbosa,minutos antes de enfrentar os testemunhas e o juiz,no Ato do meu Casamento,no Fórum Ruy Barbosa,trêmulo comecei a fazer riscos imaginários sobre a minha coxa.(Medo de esquecer fazer o nome).

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